quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

OS CRISTÃOS

Quando o cristianismo avançou em plena Idade Média, a razão dos pensadores clássicos, como Platão e Aristóteles, uniu-se à nossa doutrina religiosa. Como? Bem, para começar, Santo Agostinho (384-43O) recorreu à consciência moral de todo indivíduo para provocar o homem a reconhecer sua natureza corrompida e, portanto, dependente da salvação divina. Em seguida, os escolásticos, como são Tomás de Aquino (1225-1274), disseram: "calma lá, fé e razão devem caminhar juntas; assim, levam ao conhecimento e, logo, ao encontro de Deus". Teologia e filosofia deram as mãos. Coerente ou inviável? Basta escolher: Nietszche vai refutar com gosto cada teoria cristã, enquanto Rosseau vai abraçar algumas dessas ideiais.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

TALES DE MILETO

De que é feito o mundo?Se você já se fez esta pergunta, há algo em comum entre o seu raciocínio e o do grego Tales de Mileto, tido como "criador" da filosofia. No século VI a.C., Tales buscava descobrir de onde vinham todas as coisas da natureza e concluiu, em suas observações, que a água era a origem de cada pedacinho do Universo. E você, o que acha? Se gostou da explicação, vá direto ao assunto e conheça a obra de Aristóteles. Do contrário, mergulhe nos sofistas.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sobre Santo Agostinho

A originalidade do pensamento de Agostinho de Hipona fora bastante festejada a partir da Idade Moderna haja vista sua grande contribuição à Reforma e na instituição do Cogito Cartesiano, e ainda na intuição da teoria da Evolução e Pré-Concepção do que viria a ser o Existencialismo do século XX.
Na Cidade de Deus, Agostinho discorre sobre a cidade dos homens, marcada pela corrupçao do gênero humano; e a Cidade de Deus, representada pela aliança com o povo hebreu.
Em suma, o conhecimento para o Bispo de Hipona pode referir-se a coisas que não são provenientes dos sentidos, mas que, iluminadas pelo Deus cristão, podem ser percebidas pela mente humana.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A CIÊNCIA COMO ORGANIZAÇÃO DA SUBJETIVIDADE

Antes de haver ciência é fundamental que exista um determinado discurso sobre aquilo que se pretende trabalhar.Ao debruçar-se sobre o objeto,o observador não pode dispensar de,antemão,do propósito de procurar construir,teoricamente,a base sobre a qual pretende assentar o seu trabalho.É necessário pensar,anteriormente,como se vai investigar,ou melhor,investigar como se investiga.Noutros termos,a garantia do sucesso antecede à própria invstigação.
Não se pode desprezar a ideia de que há uma perfeita relação entre o sujeto e o objeto,e que não há sobreposição de um sobre o outro,assim os dois se encontram e se desencontram na formulação do conhecimento,sendo que,ao final,não tenha havido separação,mas a contribuição de ambos os pólos.
Conhecer o objeto é, antes de tudo organizar a subjetividade enquanto faculdade cognoscitiva.É uma espécie de treinamento onde a ciência vai se fazendo ao longo da história.Portanto,o que está implícito é a ideia de que é o esforço de organzação da subjetividade do investigador que será,primordialmente,válido no projeto de pesquisa científica.Entetanto,acontece em certo sentido que tal subjetividade é organizada de acordo com pretensões daqueles que desejam dominar.O investigador carrega,às vezes, alguma ideologia intríseca na realização do seu trabalho a fim de ser bem-sucedido.Muitas vezes opta por se enquadrar em algum sistema,ou melhor,grupo com fins políticos e econômicos definidos e não com o objetivo de salvação da humanidade
A forma da subjetividade vai,então,ordenar o aspecto objetivo.O fundamento é fundamento sobre algo inexistente, que precisará ser construído.Tal fundamento é sempre um recurso,enfim, é a organização da subjetividde que vai dar garantia ou não.
Tudo isso,parte por conseguinte,da história deste ou daquele objeto.Caso o investigador não tenha uma informação prévia sobre aquilo que vai pesquisar poderá cair no vazio da informação.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O inferno de Dante

Natural de Florença,Dante Alighieri (1265-1321)escreveu em latim e também no dialeto de sua região,o toscano.Sua obra de maior importância é a Divina Comédia,um extenso poema épico que relata a sua viagem pelo inferno,purgatório e paraíso.
Muito embora o tema principal seja religioso,o texto da Divina Comédia já mostra sinais de mudanças.Em sua viagem épica,Dante é guiado por Virgílio,poeta da Antiguidade latina,e escreve o poema no estilo que caracterizou a literatura greco-romana.No decorrer do texto,Dante demonstra grande preocupação com a condção humana e aquilo que teria levado as personagens a ocuparem o inferno,o purgatório e o paraíso.Por isso,Dante representa o espírito inovador,preso ainda às tradições religiosas,mas anunciando novos tempos.

A educação em Minas Gerais

Infelizmente o que temos visto na educação ,em Minas Gerais, é a sua pura degradação.O governo do PSDB durante esses últimos anos assassinou o sonho de uma educação melhor de qualidade.
Os profissionais da educação fazem verdadeiros milagres para sobreviverem com um mísero salário e, além disso,extremamente defasado.O problema não é somente com os salários,mas também,com as péssimas condições de trabalho que são oferecidas;imposições chegam a todo momento como se fossem decretos baixados na calada das noites.Imposições,atitudes ditatoriais e detratoras tem contribuído,por assim dizer,significativamente,para a falência do ensino público em nosso estado.Não podemos nos esquecer do descompromisso do governo que, até mesmo,se nega a pagar aos professores o piso salarial nacional.
Como já dissemos,imposições são vindas da Secretaria de Educação que, com certeza,é alheia e desinteressada com a verdadeira mudança que a educação realmente necessita.Parece que, ao invés de sermos educadores, o governo e a sua corja de lacaios querem ter os profissionias da ducação debaixo da sua tutela.A verdade é que viramos meros preenchedores de papeis e vítimas de reuniões e reuniões que para nada servem,alías fazem parte das estratégias governamentais,ou seja,transformar a educação num monstro adormecido e acorrentado.
Investir na educação não é construir bonitos prédios e bonitas quadras,muitas ainda inacabadas.Isso é o mínimo,aliás,não é nenhum favor,mas obrigação.Nem quero falar dos laboratórios de informática que, quando funcionam,dão mestrado e doutorado em orkut.
Por fim,deixemos de ser papagaios,levianos e picaretas!Sejamos mais dignos e coerentes,mais humanos e solidários.Vamos educacar com liberdade e não com meios que torturam e escravizam,assim como fazem muitos governantes.A inteligência humana tem de ser sadia.A educação deveria ser uma paidéia, o que no mais profundo sentido grego, significa a preocupação integral com o ser humano.